As primeiras fontes de alimentação eram circuitos que, de acordo com a finalidade a que se destinavam, realizavam a redução da tensão e da corrente para o circuito a ser alimentado utilizando resistores ou transformadores. A tensão alternada da rede era retificada, usando válvulas ou diodos semicondutores, e filtrada por intermédio de volumosos capacitores. Os capacitores tinham que ser de grande capacitância (e, conseqüentemente, de grande volume), uma vez que a tensão alternada a ser retificada tinha a freqüência de 60 Hz. Tais fontes ocupavam muito espaço no aparelho a que se destinavam. Com o avanço da tecnologia, e preferência por aparelhos cada vez menores e mais leves, os circuitos da fonte de alimentação tiveram que ser reprojetados, de forma a ocupar menos espaço e peso. Para tal, os engenheiros lançaram mão do seguinte recurso: aumentaram o valor da freqüência da tensão a ser retificada pela fonte. Isto se deve ao fato de que, quanto maior o valor da freqüência da tensão a ser retificada, menor será o volume do transformador da fonte, e também menor capacitância será necessária para o capacitor de filtro. Assim, as fontes chaveadas ou SMPS (Switching Modes Power Supply), funcionam retificando tensões alternadas cujas freqüências se encontram por volta dos 180 kHz. Tal valor se situa acima da faixa audível, sendo denominado ultra-sônico. Além do aumento no valor da freqüência da tensão a ser retificada, as fontes chaveadas também introduziram outros melhoramentos, como a retificação controlada. Tais fontes funcionam colhendo uma amostra do valor da tensão em sua saída, para evitar que este ultrapasse um certo limite e possa danificar componentes do circuito a ser alimentado. As fontes chaveadas são projetadas especificamente para alimentar um determinado circuito, sendo o controle de comparação realizado através de um acoplador óptico. Todas essas inovações fizeram com que as fontes de alimentação se tornassem mais seguras e protegidas, isolando o circuito principal do aparelho da rede elétrica, desta forma evitando riscos de choque para o usuário. Existem fontes de alimentação que, ao invés de comparar a solicitação de corrente de saída, visando uma proteção, são sincronizadas com o circuito de varredura horizontal. Tais fontes têm uma espira de fio enrolado no fly-back que serve para captar o pulso de comparação. Quando o fly-back entra em curto, a tensão da fonte cai, de, por exemplo, 90 volts para 40 volts. Com isso, é evitada a avaria de mais componentes. Se a espira de fio colocada no fly-back for retirada, a tensão de saída cai; se essa espira for enrolada com sentido inverso ao original, a tensão de saída da fonte sofre um aumento. Portanto, a fase do pulso é importante, e o enrolamento não pode ser invertido. Por isso seu fio vem marcado em uma das pontas. Na troca de um fly-back observe (e anote) o sentido com que o fio do enrolamento que capta o pulso entra no núcleo de ferrite, pois ele não pode ser invertido.
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